Conhece-te a ti mesmo
ORACULO DE DELPHOS
Sol, Hélios ou Apolo, tinha em volta da cabeça raios de luz em vez de cabelos, e percorria o céu num carro de fogo puxado por cavalos velocíssimos chamados Aêton, Éoo, Flêgon e Piroís, associados com a luz e as chamas. Sua viagem eterna do oriente para o ocidente só foi interrompida uma vez, devido seu filho Faêton pedir-lhe para guiar os cavalos acabando por quase incendiar a terra, quando assustou-se ao aproximar-se dos animais do Zodíaco. Todas as noites, após se banhar no oceano e recuperar as forças de seus cavalos, retornava ao oriente dentro de seu carro que servia de nau. Devido sua fama de ver tudo que se passava, recebeu o título de deus da verdade. Muitos templos foram erguidos em seu nome, sendo mais famoso o "Oráculo de Delphos", onde jovens virgens chamadas Pitonisas, nome derivado de um dos nomes do Sol, Píton, atendiam a população. Um oráculo era como nos dias atuais, a consulta ao Tarô, ao I Ching, as Runas, ou a outro método de acesso ao inconsciente, a diferença é que os oráculos ficavam dentro dos templos religiosos. Este oráculo se tornou famoso devido ao filósofo grego Sócrates que caminhou até a cidade de Delphos para perguntar ao oráculo quem era o homem mais sábio do mundo, pois gostaria de conversar com ele. "És tu Sócrates", foi a resposta obtida. Sócrates saiu do templo achando que fora vítima de brincadeira, porém, por toda a sua vida, buscou de cidade em cidade encontrar um homem sábio, e deparava-se com pessoas comuns, consideradas sábias por moradores daquelas cidades. Próximo ao fim de sua vida, Sócrates começou a duvidar se o oráculo não lhe teria dito a verdade. Lembrou-se então da inscrição contida no portal do templo de Delphos: Conhece-te a ti mesmo... e conhecerás o universo e os Deuses.
As tecnologias Matrix
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Existem dois pontos de partida para definir a I.A. - sonho e tecnologia
Terry Winograd
A Inteligência Artificial é por um lado uma ciência, que procura estudar e compreender o fenômeno da inteligência, e por outro um ramo da engenharia, na medida em que procura construir instrumentos para apoiar a inteligência humana.
A I.A. é inteligência que tenta simular o pensamento e os nossos fenômenos cognitivos.
No entanto, a I.A. continua a ser a procura do modo como os seres humanos pensam, com o objetivo de estruturar esse pensamento em processos computacionais, tentando assim construir um corpo de explicações algorítmicas dos processos mentais humanos. É isto o que distingue a I.A. dos outros campos de saber, ela coloca a ênfase na elaboração de teorias e modelos da Inteligência como programas de computador.
Os estudos em I.A. atualmente dividem-se em quatro ramos :
O estudo das redes neurais e à capacidade dos computadores aprenderem e reconhecerem padrões.
A biologia molecular, na tentativa de construir vida artificial.
A robótica, ligada à biologia e procurando construir máquinas que alojem vida artificial.
E, finalmente o ramo clássico da I.A. que se liga desde o início à Psicologia, desde os anos ’70 à epistemologia e desde os anos ’80 à sociologia, e que tenta representar na máquina os mecanismos de raciocínio e de procura.
Mas onde está a I.A.?
Certamente ‘dentro dos agentes que são capazes de representar as situações que enfrentam e de realizar acções possuindo processos para manipular essas representações’. Mas estará ela no algoritmo, ou pelo contrário na arquitetura de estados mentais?
A construção de máquinas inteligentes pressupõe a existência de estruturas simbólicas (representação), a capacidade de elas poderem raciocinar (procura) e a existência de conhecimentos (matéria prima). Assim o campo mais popular da I.A. é sem dúvida o da engenharia do conhecimento pois é aí que se concebem os sistemas periciais, que são capazes de representar conhecimentos e de raciocinar.
Realidade virtual
Realidade Virtual, ou ambiente virtual, é uma tecnologia de interface avançada entre um usuário e um sistema computacional. O objetivo dessa tecnologia é recriar ao máximo a sensação de realidade para um indivíduo, levando-o a adotar essa interação como uma de suas realidades temporais. Para isso, essa interação é realizada em tempo real, com o uso de técnicas e de equipamentos computacionais que ajudem na ampliação do sentimento de presença do usuário.
Característica
* Imersão: O Utilizador tem a sensação real de estar dentro do mundo virtual.
Dispositivos que provocam esta sensação: Capacetes digitais e Caverna digital.
É necessário salientar que o termo Realidade Virtual significava originalmente um sistema totalmente imersivo, actualmente a palavra tem sido utilizada para descrever sistemas que não utilizam componentes como luvas digitais, óculos estereoscópicos, etc, como exemplo temos os sistemas interativos baseados em textos como MOOs ou MUDs.
Realidade Virtual não-imersiva é realizada com o uso de um monitor comum no qual o utilizador manipula o ambiente virtual através de um dispositivo de entrada (por exemplo: teclado, mouse,etc.).
* Interação: O utilizador manipula objetos virtuais.
Dispositivos que provocam esta sensação: Luvas digitais.
* Envolvimento: Exploração de um ambiente virtual.
Dispositivos
As tecnologias computacionais mais utilizadas atualmente são imagens tridimensionais, áudio, vídeo, rede, sistemas multiusuário e cooperativos, e equipamentos tais como luva digital, óculos estereoscópicos, capacete de imersão, teclado, mouse, monitor e dispositivo de retorno háptico como os controladores de jogo ou equipamentos com retorno de força, que auxiliam na imersão do usuário nos sistemas. A sutileza dessa definição está na não-restrição do termo à utilização de equipamentos e técnicas.
Alguns dispositivos a serem estudados por desenvolvedores de sistemas em RV:
* Percepção sensorial (5 sentidos do corpo também devem estar presentes no mundo virtual).
* Hardware (Equipamentos não muito convencionais como luvas e capacetes e super-máquinas para gerirem a aplicação).
* Software (Sistemas paralelos e distribuídos e detecção de colisão).
* Interface com o usuário (Simulações em tempo real).
Alice & Neo
Alguns trechos de "Alice no país das maravilhas", de Lewis Carroll presentes no filme Matrix
(...)subitamente um Coelho Branco com olhos cor-de-rosa passou correndo perto dela.
(...) Ardendo de curiosidade, ela correu pelo campo atrás dele
(...)A toca do coelho dava diretamente em um túnel, e então aprofundava-se repentinamente. Tão repentinamente que Alice não teve um momento sequer para pensar antes de já se encontrar caindo no que parecia ser bastante fundo.
Ou aquilo era muito fundo ou ela caía muito devagar, pois a menina tinha muito tempo para olhar ao seu redor e para desejar saber o que iria acontecer a seguir.
(...)Para baixo, para baixo, para baixo. Essa queda nunca chegará ao fim?
"Eu adoraria saber quantas milhas eu caí até agora", ela disse em voz alta."Eu devo estar chegando em algum lugar perto do centro da terra.
(...)Vejam só, tantas coisas estranhas tinham acontecido ultimamente que Alice começara a pensar que muito poucas coisas eram na verdade realmente impossíveis.
(...)Deixe-me ver: eu era a mesma quando acordei de manhã? Tenho a impressão de ter me sentido um pouco diferente. Mas se eu não sou a mesma, a próxima questão é "Quem sou eu?" Ah! esta é a grande confusão!"
(...)Eu vou simplesmente olhar para cima e dizer "Quem sou eu? Digam-me isso primeiro e depois, se eu gostar de ser a tal pessoa, eu subirei: se não, vou ficar aqui até ser outra...mas, puxa", e Alice começou a chorar , com uma súbita explosão de lágrimas.
(...)"Falando em eixos", disse a Duquesa, "cortem a cabeça dela!"
(...) "Cortem-lhe a cabeça! Cortem-lhe..."
"Besteira!", retrucou Alice, em tom alto e decidido, e a Rainha calou-se.
(...)"Que disparate!", disse Alice em voz alta. "Que idéia imbecil esta da sentença antes!"
"Dobre sua língua", gritou a Rainha, vermelha de raiva.
"Não dobro não!", respondeu Alice.
"Cortem-lhe a cabeça!", a Rainha berrou o mais alto que pôde. Ninguém se mexeu.
"Quem se importa com você?" ,disse Alice ( que acabara de voltar ao seu tamanho normal). Vocês não passam de um baralho de cartas!"